31 março, 2008

Sol e sombra.










Lápis de cor sobre A6.

CCB. Ia com a intenção de desenhar arquitectura mas o lápis de cor quis ir noutro sentido.

27 março, 2008

Do quotidiano, 2.




Lápis de cor sobre A5.

26 março, 2008

Do quotidiano.


Caneta sobre A5

Gosto muito destes desenhos sobre a normalidade das pessoas.

25 março, 2008

Moinhos de Santana, Restelo.






Caneta sobre A5.

São um dos ex-libris da zona. Estão nos terrenos do Parque Recreativo dos Moinhos de Santana que tem um miradouro excepcional.

24 março, 2008

Estranho.




Caneta sobre A5.

Desenhar na missa. Embora ache um local especial para desenhar, parece estranho fazê-lo aos olhos dos outros. Assim, e das raras vezes que lá vou, abstenho-me o mais possível.

21 março, 2008

Primavera


Caneta sobre A5.

Finalmente.
Adeus chuva. E árvores despidas.

18 março, 2008

OVNI's 3.




O exterior do Museu da Electricidade (ou de Electricidade, não sei bem) fica em Belém. Tem uma série de engrenagens que eram utilizadas no fornecimento da mesma. São objectos que seduzem pela sua poderosa carga tecnológica. Agora desactivados e expostos ao ar livre, assumem também uma forte dimensão estética. Acho curiosos estes mecanismos que na sua origem foram concebidos formalmente para responder exclusivamente a uma função prática e que agora, vistos à distância, parecem peças de design retro.

17 março, 2008

OVNI's 2.



Mais uns ovnis ou, como lhe chama o meu amigo PMBC, objectos engraçados.

16 março, 2008

OVNI's



Ovni's em Lisboa?
(continua)

13 março, 2008

Mais das (e nas) bancadas, 2


Lapis de cor sobre A5.

Agora gosto de estar no banco. É o fim da série.



12 março, 2008

Mais das (e nas) bancadas.






Lapis de cor sobre A5.

Quando era adolescente nunca gostei de ficar no banco.

11 março, 2008

Arrependimentos, 3






Lapis de cor sobre A5.

A questão dos arependimentos está, como tudo no desenho, ligada ao material que risca. A grafite, pela sua maleabilidade, permite um tipo de gestualidade muito mais expressa, solta, que o aparo ou as canetas, que tendem a reprimir o gesto. No meu entender, a hesitação do traço, porque menos marcante com a grafite, pode ser assumida com menos riscos para o resultado final. O problema da grafite, nos diários gráficos, é que desvanece. Raramente a utilizo. Por isso substituí esta pelo lápis de cor preto nesta série feita num evento desportivo.
Teve muito mais interesse o que se passava nas bancadas do que no campo.

10 março, 2008

Arrependimentos, 2


Robert Weaver, Back in the Swi ng, 1962

Penso que toda a gente que passa por aqui conhece ou consulta o Drawn. Foi lá que descobri este ilustrador. Robert Weaver fez, nos anos 60, uma reportagem gráfica sobre o mundo do baseball (já alguém percebeu as regras deste jogo?). Estão on line alguns desenhos dessa reportagem. Fica aqui um belo exemplo de como a técnica do arrependimento pode tornar um desenho muito mais expressivo.

09 março, 2008

Arrependimentos


Leonardo da Vinci, Neptuno, c. 1504.

Os arrependimentos (pentimenti em italiano) constituem uma prática de composição e expressão gráfica desde o Renascimento. Leonardo foi o primeiro a assumir as correcções ou modificações introduzidas no traçado de uma composição, sem supressão do registo anterior, como uma forma declarada de expressão artística. Escreveu ele: «[...] Esboçai os retratos rapidamente, sem dar aos membros um acabamento excessivo: indicai a posição deles, que em seguida podereis desenvolver à vontade».
Para Leonardo a primeira e fundamental preocupação do artista era a capacidade de inventar e não a de executar, e para que o desenho possa tornar-se veículo e suporte da invenção era preciso que assumisse um carácter completamente diferente da precisão medieval, ou seja, que lembrasse «não o padrão do artífice, mas o esboço inspirado e livre do poeta. Só então o artista será livre para seguir a sua imaginação, aonde quer que ela o leve.», escreve ainda ele.
Claro que estas ideias estavam ligadas a uma pretensão artística, no sec. XVI, que via no desenho de aspecto inacabado (o schizzo e do bozzeto) uma forma de reconhecimento social . O início da autonomia do esquisso e do esboço em relação ao projecto a que diziam respeito, através da sua visibilidade para o publico em geral, tem a ver com a utilização destes como indícios da capacidade criativa e da facilidade gráfica de quem os praticava. A exaltação das qualidades expressivas deste tipo de desenho residia (e reside) precisamente no seu carácter único de espontaneidade e frescura. Não é assim de estranhar que os arrependimentos, as tais falhas gráficas num desenho, acabassem por funcionar como prova de um dom natural, ou seja, a capacidade superior de um génio criador.

06 março, 2008

Delírios gráficos numa sala escura.








Caneta sobre A5.

Parece o nome de um filme do antigo cinema Olimpia, mas são simplesmente desenhos num auditório pouco iluminado. A caneta, felizmente, andou quase sozinha.

05 março, 2008

V.Exc. dá-me lume?



Feito durante os ensaios para a festa da escola. A cena, com adereços ainda provisórios, é uma rábula à famosa onde Vasco Santana interpela um candeeiro para pedir lume, no filme «Pátio das Cantigas».

Mais vale tarde. Agradeço, especialmente de quem vem, esta distinção:

02 março, 2008

Mal entendido

Parece que houve. Despedia-me, no post anterior, do dia 29 de Fevereiro de 2008 e não da simpática companhia de todos os que aqui insistem em vir.

Fui, a conselho deste amigo, ver a exposição de maquetas dos desenhos de engrenagens do Leonardo da Vinci, que está em exposição no forte do Bom sucesso em Pedrouços, Lisboa. As engrenagens não ousei desenhar, até porque imagens dos respectivos desenhos do génio renascentista também estão expostos. Fiquei-me pelo forte e por alguns registos da minha torre preferida, a de Belém.
A burka é mesmo real. Nem queria acreditar. Achei graça ao contraste com o par descontraido de namorados em fundo. O canhão só aparece porque está realmente lá, não com segundas intenções...





O forte do Bom sucesso está apretechado com armas de artilharia mas descansem, já não mordem. Famílias passeiam-se e a vista sobre o Tejo é espectacular.
Abraço a todos.