19 novembro, 2007

Chuva







Não vai demorar muito para as pessoas se começarem a queixar.


O desenho de rua está cada vez mais difícil. Chuva, noite e frio. Ainda me estou a adaptar mas reconheço a necessidade de outro tipo de abordagem. Como não gosto particularmente de desenhar dentro do carro, acho que me vou virar mais para os espaços interiores. É uma boa oportunidade para estudar as variações de luz e sombra e trabalhar mais nos valores/tramas. Adivinho as consequências: um registo menos pacífico.
Caneta sobre A5.

4 comentários:

Anónimo disse...

Já fazia falta.
Galeota

hfm disse...

Cheio de espontaneidade.

david santos disse...

Por favor!
Ajuda a que se faça Justiça a Flávia. Se és um ser com sentimentos, ajuda!
Eu jamais invadirei teu blogue, garanto! Mas ajuda.
Repara bem: eu, tu, seja quem for, tem nosso pai, nossa mãe, nosso irmão ou irmã, ao longo de 10 anos em coma, que vida será a nossa?
Se não tivermos a solidariedade de alguém com sentimentos, que será de nós?

TEMPO SEM VENTO

Ah, maldito! Tempo,
Que me vais matando,
Com o tempo.
A mim, que não me vendi.
Se fosses como o vento,
Que vai passando,
Mas vendo,
Mostrava-te o que já vi.

Mas tu não queres ver,
Eu sei!
Contudo, vais ferindo
E remoendo,
Como quem sabe morder,
Mas ainda não acabei
Nem de ti estou fugindo,
Atrás dos que vão correndo.

Se é isso que tu queres,
Ir matando,
Escondendo e abafando,
Não fazendo como o vento:
Poder fazer e não veres
Aqueles que vais levando,
Mas a mim? Nem com o tempo!

David Santos

peri s.c. disse...

Estou curiosos para ver a tensão dos interiores