
São as pessoas que fazem as instituições. Cada um tem um papel fundamental. De alto a baixo. Naquela em que trabalho há uma D. Rosa. Só a vejo ao fim da tarde a vigiar os alunos que ficam depois das aulas. Simples e discreta, não há uma única vez que não passe por ela e não me diriga uma palavra amável, normalmente um comentário sobre um episódio engraçado das crianças. Gosta de falar da minha filha porque imagina que me dá prazer. E muitas vezes repete a mesma história. Penso que a D. Rosa não tem nenhum curso de pedagogia infantil mas isso parece não perturbar a sua relação com as crianças. Muito pelo contrário. No meu tempo acho que também existia uma D. Rosa. Era aquela que nós não nos escondiamos quando queriamos fazer disparates.
Como sei que a D. Rosa nunca vai ler isto, aqui na internet, tenho que lhe dizer pessoalmente: parabéns.