
27 março, 2009
26 março, 2009
23 março, 2009
«Playgrounds» no Urban Sketchers

Hoje pus este desenho no Urban Sketchers pertencente ainda à sequência de ontem. Parece que a Primavera empurrou a malta para os parques por esse mundo fora. Vejam lá estes posts sobre o mesmo motivo lá no USK. Num deles indaga-se sobre qual será o aspecto que os parques terão daqui a uns anos. Concordo, os designers de equipamento de diversão têm cada vez mais imaginação.
22 março, 2009
20 março, 2009
Sintético, eficaz, abreviado, conciso, inútil.
Conforme notou uma leitora atenta e perspicaz deste bolgue, os adjectivos que estão escritos na página do primeiro desenho do post abaixo não se referem ao encontro anunciado em título, mas ao tipo de expressividade do desenho que é característico dos diários gráficos. Eles foram, aliás, retirados das palavras do Mário Bismarck, na sua apresentação. Gosto muito da expressão «desenho abreviado». Quando falamos de um desenho que parece pouco acabado ou que mostra pouca preocupação pelos detalhes, não significa que estamos a falar de um desenho que não se preocupa pela representação integral do motivo, como outros que parecem mais "fotográficos" É por isso também que prefiro a expressão «apontamento» a «esboço». «Esboço» deriva do italiano Bozza, que significa, originalmente, uma pedra sem desbaste, pouco acabada. A evolução deste significado original para outro, o de um género gráfico, pode remeter para um tipo de desenho que foi deixado inacabado ou incompleto. Não é normalmente o caso dos desenhos dos diários gráficos, a não ser que seja um tique estilístico. A preocupação da representação pelo todo observado é muito mais frequente neste tipo de suporte. Tem é limitações de tempo, que é talvez a maior condicionante do desenho dos caderninhos. É por isso que tem que ser sintético e, quando é esse o objectivo, eficaz.
Mas, e perdoem-me a petulância, também não é de esquissos que estamos a falar, como me parece que se lhes referiu o mesmo Mário Bismarck. O esquisso, que deriva do italiano Schizzo, refere-se a um desenho que é feito de rajada, de “esguicho”, rapidamente, mas, como assinala o nosso Francisco de Holanda, tem sempre origem na imaginação. O esquisso é por isso um desenho que se aproxima de uma atitude projectual, de previsão de soluções para um problema. Os desenhos dos diários gráficos são desenhos de contemplação e de degustação. Pouco tem a ver com o projecto. São, neste sentido, inúteis.
É fácil descobrir ligações entre apontamentos de observação de cadernos de alguns autores e projectos posteriores dos mesmos, mas as influências que uns têm sobre os outros, salvo algumas excepções, é rara. E isso é, muitas vezes, dito pelos próprios autores citados. Conclusão: Desenhar faz bem, e isso acaba por se reflectir em tudo o resto que fazemos.
Bom fim-de-semana.
Mas, e perdoem-me a petulância, também não é de esquissos que estamos a falar, como me parece que se lhes referiu o mesmo Mário Bismarck. O esquisso, que deriva do italiano Schizzo, refere-se a um desenho que é feito de rajada, de “esguicho”, rapidamente, mas, como assinala o nosso Francisco de Holanda, tem sempre origem na imaginação. O esquisso é por isso um desenho que se aproxima de uma atitude projectual, de previsão de soluções para um problema. Os desenhos dos diários gráficos são desenhos de contemplação e de degustação. Pouco tem a ver com o projecto. São, neste sentido, inúteis.
É fácil descobrir ligações entre apontamentos de observação de cadernos de alguns autores e projectos posteriores dos mesmos, mas as influências que uns têm sobre os outros, salvo algumas excepções, é rara. E isso é, muitas vezes, dito pelos próprios autores citados. Conclusão: Desenhar faz bem, e isso acaba por se reflectir em tudo o resto que fazemos.
Bom fim-de-semana.
Mesa Redonda: Diários Gráficos e Conhecimento Técnico e Artístico


Encontro ontem, na Fábrica Braço de Prata, com os «pesos pesados dos diários gráficos deste país» nas palavras de introdução do João Catarino, um dos convidados.
Em minha opinião faltava um naquela mesa, que estava sentadinho na plateia. E não era eu...
Podem comparar a abordagem aqui feita com outra, aqui.
18 março, 2009
17 março, 2009
16 março, 2009
15 março, 2009
Monsaraz
13 março, 2009
Intemporal 2
12 março, 2009
Intemporal

Estacionei o carro outro dia e quando voltei tinha este brinquedo mesmo á minha frente. Obrigado, caro dono. Será que devia começar a andar com um autocolante no carro a dizer «desenhador compulsivo». Talvez me fizessem mais supresas destas.
Ontem fui à fábrica de Braço de Prata ver os diários do Eduardo Côrte-Real. Fiquei com vontade de voltar. E roído de inveja. Ou vice versa.
09 março, 2009
06 março, 2009
Coitadinhos....
05 março, 2009
Reuniões, 3





Este é um agradecimento público. Em primeiro lugar para os meus colegas, por assumirem poses tão estáticas que quase parece estarem a dormir. Os seus monólogos sucessivos ampliam uma atmosfera já de si entorpecedora, ideal para a contemplação gráfica E, ao contrário dos profissionais das andanças de desenho de modelo, não questionam, não exigem e sobretudo não cobram. Ainda.
Em segundo lugar, aos meus patrões que me proporcionam horas e horas de sossego pós laboral, em espaços serenos, onde se respira cultura, fomentando ambientes agradáveis para uma prática gráfica aturada. E, ainda por cima, pagando-me. Bem hajam, uns e outros.
03 março, 2009
02 março, 2009
01 março, 2009
Cordoaria Nacional, Belém

Edifício da Fábrica Nacional de Cordoaria, também denominado "Cordoaria Nacional", "Real Fábrica da Cordoaria da Junqueira" ou "Real Cordoaria da Junqueira". Dizem o edifício mais comprido do país. Parece que as grandes dimensões do seu corpo principal tinham a ver com a fabrico das cordas para os navios, que eram esticadas durante o processo.
A exposição do surrealistas vale a pena... para quem gosta. Bom, tem lá alguns desenhos do Cruzeiro Seixas.
O par romântico é só para distrair.
Boa semana para todos, e para mim principalmente.
26 fevereiro, 2009
24 fevereiro, 2009
Praça de São Paulo

Quiosque de São Paulo. Do lado que o desenhei anuncia «gazoza» e «ginja». Do lado contrário, «castanheira» e «pirolito» e ainda «capilé» e «ceveja». A imagem parece uma cena quase singela, inocente, mas ao vivo é outra coisa: discute-se à séria (e aos berros), fala-se de futebol e cospe-se para o chão.
23 fevereiro, 2009
Cais do Sodré 4

Falar em Cais do Sodré é falar do Texas Bar. Nós, a malta dos subúrbios, não punhamos lá os pés, preferindo o desaparecido Shangri-La. Desde 2006 o Texas é um bar in. Que pena...
Na realidade o antigo Texas fica na Rua Nova do Carvalho e não na que aparece na legenda, mas isso também não interessa para nada.
21 fevereiro, 2009
Cais do Sodré 3


Quer saber porque se chama Cais do Sodré à praça Duque da Terceira? E quer saber quem foi o Duque da Terceira? E quanto ao relógio?
19 fevereiro, 2009
Só desta vez...

Só alinho porque gosto muito do blogue que me desafia. 6 características minhas 6:
1- Sou fumador e não quero deixar de ser;
2- Gosto de copos;
3- Sou pai;
4- Só tenho 4 grandes amigos;
5- Sou um desenhador compulsivo;
6- Sou professor e, às vezes, queria deixar de ser.
...- Adoro estar contigo.
(a ordem é aleatória)
17 fevereiro, 2009
15 fevereiro, 2009
13 fevereiro, 2009
11 fevereiro, 2009
Jerónimos

Inspirado pelo Eduardo decidi postar uns desenhos antigos doMosteiro dos Jerónimos no UrbanSketchers. Passem lá.
09 fevereiro, 2009
06 fevereiro, 2009
À espera, 7
03 fevereiro, 2009
Aloé, 2

O aloé, estes que eu vejo, são uma planta híbrida. Base de aspecto agreste, rodeada de espinhos, com terminações elegantes e delicadas de um vermelho vivo. Estou maravilhado com a sua personalidade física. Ainda por cima não parecem minimamente incomodadas com este Inverno. Antes, torna-as mais fortes. Que inveja. Vermelho e verde são cores complementares, isto é, de alto contraste. Atraem pequenos pardais o que lhes só aumenta o valor estético. Será que estão a fazer pouco de nós?
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