23 abril, 2007

Museu de Arte Popular



Fui mais uma vez ao velhinho museu (1948), que já está fechado à anos, antes de ele ser requalificado.





Fico sempre fascinado com os dois "irmãos" que estão na fachada que dá para o Monumento aos Descobrimentos. Têm realmente um ar de orgulhosamente sós. Um segura uma caravela e o outro uma pomba. Nunca tinha reparado. Coisas do desenho...
Caneta, pincel de água e aguarela sobre Winsor&Newton A5.

22 abril, 2007

Centros comerciais.



«Esta é a época da exibição». Foi-me dito por um familiar. Estávamos a falar de blogues e saiu-se com esta. As suas palavras acompanharam-me todo o dia. De facto parece razoável esta opinião. Ainda lhe tentei explicar que se não fosse o meu blogue provavelmente nunca teria feito este desenho. Acenava-me com a cabeça que sim, mas o seu olhar mantinha a mesma opinião. Passado algum tempo pus-me a pensar porque é que afinal maior parte de nós mantém o anonimato na assinatura dos posts e alguns no perfil? Numa rápida volta pelos blogues gráficos, reparei que lá fora (?) toda a gente assina com o próprio nome. Os blogues, como forma de livre expressão, surgiram também como uma forma de contestação a vários níveis. Talvez esteja aí a justificação para esta tradição nossa de manter o anonimato. Mas num blogue gráfico? Nós só queremos é desenhar. Será porque temos receio que digam que estamos a exibir-nos?
A partir de hoje vou assinar pelo nome.
Até amanhã.

Farol Bom Sucesso, Belém



Desenhar à noite é complicado...
Caneta, pincel de água e aguarela sobre Winsor&Newton A6.

21 abril, 2007

Estádio do Restelo, Restelo


Deve ser o estádio com melhor vista do Mundo.
PS: Parabéns ao Belenenses.
Caneta e aguarela sobre Winsor&Newton A5.

19 abril, 2007

Capela de São Jerónimo, Restelo






« A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi, segunda-feira, 9 de Março»
Pero Vaz de Caminha

Caneta e aguarela sobre Winsor&Newton A5

18 abril, 2007

Pés











Mais um feliz acidente provocado pela tecnologia. Quando editei as imagens, os desenhos das páginas anteriores e posteriores surgiram como parte integrante da composição.
Grafite (HB) sobre bloco A4.

17 abril, 2007

Hotel Carlton palace



Estive (5 minutos) no Hotel Carlton Palace que fica na Ajuda, Lisboa. O edifício era um antigo palacete e foi ampliado pelo arquitecto Manuel Tainha (2002). Tem uma ponte coberta que liga a parte que já existia à actual. Muito engraçado mas cuidado que a "bica" custa caro...
Caneta e aguarela sobre bloco A6.

16 abril, 2007

Quem mais?



Lápis de cor sobre Clairefontaine A4

15 abril, 2007

Centros comerciais



Nos locais públicos gosto também de procurar os contrastes entre pessoas e o meio ambiente. Hoje vi um casal de idosos que definitivamente não estavam ali à vontade. Gostei do pormenor do boné contra as luzes das casas de fast food.
Caneta e aguarela sobre Winsor&Newton A6.

A partir de ontem também estou aqui.
Obrigado.


14 abril, 2007

Visionarium











Ontem (13/4) foi um excelente dia de trabalho. Fui a Santa Maria da Feira visitar o Visionarium. Como fomos de camioneta tive oportunidade de desenhar durante grande parte do caminho.
O Visionarium é uma exposição interactiva sobre factos científicos muito bem explicados. Tem uma vertente fortemente lúdica e pode-se ver de tudo...até uma bola que paira sozinha no ar.
À volta dediquei-me a desenhar os “três” motoristas que conduziam a camioneta.
Curioso: agora que vejo os desenhos alinhados, cada vez me convenço mais que quem manda nisto tudo são os materiais que utilizo. O marcador permite um desenho solto e a caneta obriga a um traço mais contido, mais limpo. Explorar o contraste entre os dois é um caminho a que tenciono voltar.
Marcador, pincel de água e caneta sobre Winsor&Newton A6

12 abril, 2007

Torre de Belém







Inspirado, mais uma vez, pelo colega aqui do lado, fui descobrir o rinoceronte da torre. Lá estava ele e nunca tinha reparado...
Como desenho directamente com a caneta, a observação de elementos arquitectónicos requer concentração, porque não admite correcções. Já experimentei marcar primeiro a lápis mas pareceu-me que o desenho perdia muito da sua espontaneidade. Por outro lado o desenho directo, como treino de observação e síntese, é-me muito mais eficaz.
Caneta uni-ball sobre Winsor&Newton A6

11 abril, 2007

A máquina que mudou o mundo



Caneta uni-ball Signo sobre Winsor&newton A6

10 abril, 2007

Centros comerciais





Gosto muito de desenhar em centros comerciais. As pessoas estão ali disponiveis e ainda não está tempo para ir para a rua desenhar.
Caneta uniball sobre bloco A6

09 abril, 2007

Experimentação



Influenciado pelas colagens que Rodin compunha com os seus nus, comecei também a aproveitar os desenhos que faço em papéis dispersos e que dantes deitava fora ou acabavam por desaparecer. Esta vertente dos diários gráficos, como sítios de experimentação, é aliciante. Nunca esqueço uma máxima que o professor Pedro Salgado frequentemente dizia: num diário gráfico o medo de falhar não deve existir.
Lápis de cor sobre papel.

08 abril, 2007

Fim de semana II



A olhar para a janela à espera de melhores dias...
Lápis de cor e grafite sobre Winsor&Newton A5

Fim de semana



Desta vez um post "a meias". No parque infantil, claro...
Esferograficas sobre Winsor&Newton A5

04 abril, 2007

Sierra Nevada IV





A Serra Nevada sobretudo são pessoas. Cansadas da correria, juntam-se em magotes para contarem as peripécias do sky. Os meus alunos não foram excepção. Muitos só subiram às pistas no primeiro dia. Eu aguentei até ao terceiro dia.
Os desenhos foram feitos com caneta Uniball e a aguarela foi dada no local com um pincel com reservatório próprio que comprei já há uns tempos no centro comercial de Alvalade. Este pincel é ideal para produzir aguadas com canetas que não sejam à prova de água. Também servem para aguarelar no local embora os resultados não impliquem muito rigor (como eu gosto...).
Caneta Uniball e aguarela sobre bloco A5 Winsor&Newton (120 g).

Sierra Nevada III





A paisagem da neve é a ideal para estabelecer contrastes gráficos entre mancha e linha. A aguarela foi dada posteriormente, com base na memória.
Caneta Stabilo em bloco A5 Winsor&Newton (120 g).

Sem nome



Mais um feito da minha janela. E mais um caderno que acaba.
Esferografica Bic e aguarela sobre Winsor & Newton A5

03 abril, 2007

S. Lourenço, Ericeira



Mais um da praia. Se calhar estou com saudades do Sol.
Caneta Stabilo sobre bloco A4

02 abril, 2007

S. Lourenço, Ericeira



A questão da visibilidade dos desenhos de um diário gráfico (um meio analógico) através do filtro de um monitor (um meio digital) é engraçada. Se há desenhos que perdem ao passarem para informação digital (ou seja o químico da tinta transformar-se em pixeis), há outros que, através da redução do formato que nos é aqui imposta pelo Blogger mais a luminosidade própria do écrã, ganham uma nova (e inesperada) vida. Foi o caso deste. No caderno existia como um desenho pouco expressivo mas aqui, visto na perpendicular ao meu olhar, faz um outro sentido. Vantagens da tecnologia.
Rotring e aguarela sobre bloco A4.

Obras



Todos os dias quando acordo a primeira coisa que vejo são as máquinas das obras que me vão tapar o Tejo. Hoje estavam paradas e alinhadas.
Caneta Uni-ball (Signo) sobre bloco A4

30 março, 2007

No Sofá, Na Direcção Contrária À TV



Quanto mais desenho, menos vejo televisão. Só por isso vale a pena.
Grafite sobre bloco a4 (Clairefontaine_Ivoire)

29 março, 2007

Tempos mortos



Uma das coisas mais gratificantes em manter um diário gráfico é a possibilidade de aproveitar os momentos mortos, como a espera num consultório. É evidente que existem outros processos (ler um livro, por em ordem a carteira...) mas no meu caso cada um desses momentos passou a significar uma oportunidade para desenvolver as minhas capacidades gráficas.
Desenhar é muitas vezes uma actividade penosa, que exige concentração e para a qual nem sempre estamos disponiveis. O silêncio das salas de espera permite esse ambiente e, se o desenho corre bem, saimos com um sorriso na cara. Esta é outra questão que deixo em aberto: quantos desenhos nos correm bem? Ou posto de outra forma: quantos guardamos e quantos mostramos? Será que os nossos cadernos são, como muita gente pensa, "limpos" do principio ao fim?


Bom fim de semana.
Caneta Staedtler (permanent) sobre bloco A4

28 março, 2007

Sierra Nevada II





A parte mais engraçada de Serra Nevada é a travessia de teleférico para as pistas. Desenhei estes dois no mesmo dia mas tive que ser bastante rápido porque não se aguenta muito tempo sem luvas. O factor tempo (e neste caso o metereológico também) tem papel preponderante na qualidade do registo gráfico. A nossa capacidade de sintese fica posta à prova. Foi por esta razão que decidi deixar os desenhos como ficaram no momento, sem os aguarelar posteriormente, como por vezes faço.
Caneta Stabilo sobre bloco A6

27 março, 2007

Portáteis











Aproveitando a boleia do colega aqui do lado, resolvi desenhar os colegas de (e no) trabalho com os seus portáteis. É de facto uma verdadeira febre.
Normalmente não desenho com grafite nos cadernos simplesmente porque borra. No entanto experimentei passar um pincel só com água por cima do traço para fixar. Resultou.
A questão dos materiais que normalmente são utilizados nos cadernos de viagem ou nos diários gráficos é curiosa: parece que a tinta é preferida em detrimento da grafite assim como a aguarela é normalmente utilizada para a cor. Isto deve-se principalmente a razões práticas, mas também podemos buscar as causas destas preferências indo à origem da questão. O aparecimento deste tipo de exercício gráfico deve-se em grande parte à expansão do papel em meados do sec. XV na Europa. Sendo um material mais barato que o pergaminho naturalmente permitiu (encorajou até), através de formatos mais portáteis, a saída dos desenhadores para a observação da realidade exterior. No entanto esta evolução do suporte não foi imediatamente acompanhada pelos materiais e instrumentos gráficos. Apesar da existência de pedras naturais (como a sanguínea e o carvão que precederam a grafite) no desenho, estas eram normalmente destinadas ao desenho de parede (as sinopies) ou nos cartões, permitindo a sua correcção antes de serem coloridos. Assim, e enquanto não surgiram os fixadores, os artistas continuaram a utilizar nos seus cadernos os materiais próprios do pergaminho: as tinta e os aparos.
Até que ponto a tradição continua a influenciar a nossa prática dos diários gráficos é uma questão que deixo em aberto.

Até amanhã.

Grafite sobre bloco A6